Novas estratégias reduzem internações por vírus respiratório em bebês
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Novas estratégias reduzem internações por vírus respiratório em bebês

30 de outubro de 2026·Kaue de Oliveira Requejo

Dados iniciais indicam queda nas hospitalizações após ampliação da proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório

A ampliação das estratégias de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em 2026 já apresenta resultados iniciais na redução de hospitalizações por doenças respiratórias em bebês. Com a disponibilização de novas medidas de proteção pelo Ministério da Saúde, incluindo a vacinação de gestantes e a imunização de crianças elegíveis, a importância da prevenção para reduzir casos graves de bronquiolite, principal manifestação associada ao vírus nos primeiros meses de vida, ganha destaque.

O tema ganha relevância diante dos números registrados recentemente no país. Dados apresentados em documento técnico do município de São Paulo apontam que, em 2025, foram registrados 35.255 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo VSR em crianças menores de 2 anos. Do total, 61% ocorreram em bebês com menos de seis meses de idade, faixa etária considerada a mais vulnerável às complicações da infecção.

A bronquiolite é uma das principais causas de internação infantil durante os períodos de maior circulação do vírus. A doença costuma começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, como congestão nasal e tosse, mas pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória, cansaço e necessidade de atendimento médico.

Segundo a infectologista pediátrica Carolina Brites, a proteção dos bebês deve começar ainda durante a gestação. "Desde conseguirmos vacinar as gestantes quanto imunizar os bebês elegíveis, isso é de suma importância para a prevenção. Já observamos uma redução significativa das hospitalizações relacionadas ao Vírus Sincicial Respiratório", afirma.

A especialista explica que os primeiros meses de vida representam o período de maior risco para complicações. "A faixa etária mais preocupante é a de até seis meses de idade, quando existe uma menor imunidade e o sistema respiratório ainda está em desenvolvimento, tornando essas crianças mais suscetíveis à infecção pelo vírus", destaca.

Embora a circulação do VSR continue ocorrendo, a expectativa é que as novas estratégias contribuam para diminuir a gravidade dos quadros clínicos. "Os bebês ainda poderão ter contato com o vírus, mas a tendência é que apresentem manifestações mais leves, com menor risco de internação e complicações", ressalta Carolina Brites.

Especialistas reforçam que a combinação entre vacinação materna, imunização dos grupos indicados e acompanhamento pediátrico representa uma das principais ferramentas para reduzir o impacto da bronquiolite e de outras doenças respiratórias causadas pelo VSR, especialmente entre os lactentes mais jovens.


Sobre Carolina Brites 

Carolina Brites concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. 

Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. 

Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora. 

Carolina Brites CRM-SP: 115624 | RQE: 122965