Dislexia afeta 8 milhões de brasileiros e iluminação adequada pode favorecer foco e aprendizado
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Dislexia afeta 8 milhões de brasileiros e iluminação adequada pode favorecer foco e aprendizado

30 de outubro de 2026·Kaue de Oliveira Requejo

Especialista em iluminação saudável explica como o tipo de luz elétrica influencia a concentração, o bem-estar e a autoestima de pessoas com dislexia; Dia Nacional de Atenção à Dislexia é lembrado em 16 de novembro

Estima-se que 4% da população brasileira tenha dislexia, o que representa mais de 8 milhões de pessoas, enquanto a Associação Internacional de Dislexia aponta prevalência mundial de cerca de 10%. O tema ganha destaque em novembro, mês de conscientização que inclui o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, celebrado em 16 de novembro e instituído pela Lei nº 13.085/2015.

Nesse contexto, a especialista em Iluminação Saudável Adriana Tedesco alerta que o tipo de luz elétrica a que a pessoa está exposta pode influenciar diretamente a concentração, o conforto e a autoestima de quem convive com o transtorno.

A iluminação projetada de forma adaptativa pode contribuir para o bem-estar e a concentração de pessoas com dislexia, pois atende de forma específica às maiores dificuldades associadas a cérebros neuroatípicos. “Para isso, o projeto deve partir das necessidades dos usuários. Pequenos ajustes já fazem diferença: aumentar a intensidade luminosa na temperatura de cor mais branca, reduzir contrastes e ofuscamentos, dar preferência à iluminação difusa e uniforme e permitir que o próprio usuário regule a temperatura de cor e a intensidade conforme a atividade realizada”, explica a especialista.

De acordo com a Adriana, para momentos de leitura e estudo, a recomendação é utilizar luzes mais brancas e intensas, como as de 4000K, aplicadas de forma difusa e uniforme. Além de favorecer o desempenho visual e cognitivo, a iluminação saudável tem impacto na saúde de forma geral. Quando projetada de maneira dinâmica, simulando a rota do sol ao longo do dia, e adaptativa, a luz elétrica contribui para o equilíbrio dos biorritmos.

A especialista também destaca a importância de valorizar a luz natural, que tem papel no equilíbrio emocional e na regulação do humor e da produção de serotonina. A luz elétrica, nesse cenário, atua como coadjuvante em ambientes que aproveitam bem a luz do dia e como protagonista quando ela é escassa.

Outro ponto de atenção é a ordem técnica. Pessoas com dislexia e outros cérebros neuroatípicos tendem a ser mais sensíveis ao flicker dos LEDs, o leve pulsar da luz, imperceptível para muitos, mas incômodo para alguns. Por isso, é necessário utilizar luminárias que atendam a protocolos de saúde, e a avaliação dos produtos seguros para cada projeto deve ser feita por um Lighting Designer com conhecimento desses aspectos.

“A iluminação projetada de forma adaptativa pode contribuir para aumentar o bem-estar e a concentração de pessoas com dislexia. Quando projetada de forma dinâmica, simulando a rota do sol ao longo do dia, e adaptativa, a luz elétrica contribui para o equilíbrio dos biorritmos e promove mais tranquilidade e autoestima”, afirma.

Em um mês voltado à conscientização e ao acolhimento, o lembrete da Adriana é simples: a luz certa pode iluminar muito mais do que um ambiente, pode transformar a experiência de aprendizado e o bem-estar de milhões de pessoas.

 Sobre Adriana Tedesco 

Adriana Tedesco tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. 

Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. 

Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. 

Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. 

Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. 

O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.