
Empresários brasileiros vão à China em busca de produtos e tecnologias para 2027
Comitiva participa da Canton Fair e acompanha tendências em inteligência artificial, mobilidade elétrica, saúde inteligente, automação e marca própria
O mercado brasileiro pode receber nos próximos anos produtos e soluções que hoje ganham espaço na China. É esse movimento que empresários brasileiros pretendem acompanhar de perto em outubro, durante a Canton Fair, considerada a maior feira multissetorial do mundo. Realizado no Complexo de Feiras de Importação e Exportação da China, em Guangzhou, o evento ocupa uma área equivalente a cerca de 224 campos de futebol e será dividido em três fases, entre 15 de outubro e 4 de novembro.
A programação contempla a Fase 1, de 15 a 19 de outubro, dedicada à indústria e manufatura avançada; a Fase 2, de 23 a 27 de outubro, voltada a produtos para casa e vida cotidiana; e a Fase 3, de 31 de outubro a 4 de novembro, com foco em categorias relacionadas a consumo e qualidade de vida.
Segundo Heloísa Galvão, Head de Importação e da Gestão da Imersão Canton Fair, o interesse dos empresários tem se concentrado em categorias como robótica, inteligência artificial aplicada, mobilidade elétrica, saúde inteligente, dispositivos conectados, produtos sustentáveis e desenvolvimento de marcas próprias.
“Alguns anos atrás era muito comum o empresário chegar procurando um produto pronto para importar. Hoje ele quer entender como pode desenvolver algo próprio, personalizar, criar uma marca e construir uma vantagem competitiva no mercado brasileiro”, afirma.
A mudança também aparece na relação com os fornecedores. Em vez de buscar apenas produtos já disponíveis para revenda, os participantes procuram possibilidades de adaptar materiais, embalagens e funcionalidades, além de desenvolver linhas próprias.
Entre os segmentos observados estão ainda os robôs de serviço e humanoides, óculos de realidade virtual, tradutores com inteligência artificial, casas e estruturas pré-fabricadas e soluções de baixo carbono.
Experiências anteriores também colocaram em evidência produtos como scooters e outros veículos compactos elétricos, além de estruturas modulares utilizadas em turismo e hospedagem. Para Heloísa, a observação do mercado chinês permite analisar não apenas os produtos, mas também os contextos em que essas soluções são utilizadas.
“Nem tudo que chama atenção em uma feira vira uma oportunidade comercial. O que pode ganhar força no Brasil é aquilo que consegue unir inovação, utilidade e uma conta que faça sentido”, explica.
A expectativa é que a viagem também permita aos empresários avaliar fornecedores, capacidade de produção, qualidade e possibilidades de adaptação dos produtos antes de definir novas operações de importação para o mercado brasileiro.

Sobre a China Link
Fundada em 2009, a China Link é uma empresa brasileira especializada em consultoria de importação e comércio exterior, com foco estratégico na China e em outros mercados asiáticos. A empresa desenvolve projetos para organizações de diferentes portes e segmentos, auxiliando na estruturação e otimização de operações internacionais.
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