Presidente da Comissão Internacional de Remadores contra o Câncer de Mama retorna ao Projeto Ka.Ora depois de 10 anos
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Presidente da Comissão Internacional de Remadores contra o Câncer de Mama retorna ao Projeto Ka.Ora depois de 10 anos

03 de novembro de 2026·Kaue de Oliveira Requejo

Meri Gibson, da Nova Zelândia, preside o IBCPC e visita, em 12 de novembro, o trabalho de remada para mulheres em recuperação do câncer de mama iniciado na cidade em 2016

A presidente da Comissão Internacional de Remadores contra o Câncer de Mama, ‘International Breast Cancer Paddlers Commission’ (IBCPC), Meri Gibson, visita o Projeto Ka.Ora, em Santos, no dia 12 de novembro. Neozelandesa, ela vem conhecer de perto o projeto que promove a remada como atividade de apoio à recuperação de mulheres com câncer de mama, dez anos depois de participar, como diretora da entidade, do primeiro Festival Internacional Ka.Ora, realizado na cidade em 2016. A IBCPC é o maior órgão mundial do movimento de remadoras rosas.

O primeiro festival, realizado em outubro de 2016 e considerado um marco para a modalidade no Brasil, reuniu equipes da Argentina, dos Estados Unidos, do Canadá e da Nova Zelândia. As provas de Dragon Boat ocorreram na Praia dos Milionários, escolhida pelas águas calmas, e foi a primeira vez que mulheres remaram em um Dragon Boat no país. As integrantes do Ka.Ora foram as pioneiras. O evento incluiu ainda um simpósio no Teatro do Sesc, que reuniu centenas de pessoas e contou com profissionais de instituições como HCor e Sírio-Libanês, para validar a palestra do médico canadense Don McKenzie.

McKenzie, que foi médico da seleção olímpica do Canadá, é o criador do Abreast in a Boat, primeiro grupo de mulheres que remam após o câncer de mama, formado há cerca de 28 anos. Sua iniciativa questionou a ideia de que atividades com membros superiores poderiam causar linfedema, o inchaço no braço temido por muitas pacientes. Segundo Fábio Paiva, fundador da Associação Brasileira de Canoas Havaianas (ABRACHA) e idealizador do Projeto Ka.Ora, o grupo segue ativo e mostra que, ao longo desse período, as mulheres que tinham linfedema apresentaram redução do quadro e as que não tinham continuaram sem desenvolvê-lo.

A aproximação com a IBCPC começou porque Paiva era o único a ter Dragon Boat na América do Sul, e a entidade queria incentivar a prática da remada no Brasil. Em fevereiro de 2016, ele foi convidado para a inauguração de um Dragon Boat em Tigre, na Argentina, onde conheceu a diretoria da IBCPC e se comprometeu a realizar o primeiro festival internacional no país. Após o evento, integrantes de outros estados voltaram a suas cidades para formar grupos. Hoje, o projeto dá continuidade ao trabalho não apenas com Dragon Boat, mas também com canoa havaiana, que permite remar em águas mais agitadas.

Durante a visita, Meri Gibson deve acompanhar o andamento do projeto e participar de conversas com a equipe. 

“O festival de 2016 foi um marco, porque virou a chave de todo o cenário no Brasil. Foi a primeira vez que houve um movimento de remada do câncer de mama no país, principalmente com Dragon Boat, e as nossas meninas Ka.Ora foram as primeiras mulheres a remar nele. Dali, pessoas de outros estados voltaram para montar grupos. Agora, dez anos depois, a Meri, que veio como diretora da IBCPC e hoje é a presidente, vem conhecer de perto como está o projeto, e com certeza teremos conversas muito interessantes. Seguimos dando continuidade, não só com Dragon Boat, mas com canoa havaiana”, afirma Fábio Paiva.

Meri Gibson no Ka.Ora em 2016

SERVIÇO

Evento: Visita de Meri Gibson, presidente da IBCPC, ao Projeto Ka.Ora
Data: 12 de novembro

Sobre a ABRACHA


Fundada em 13 de fevereiro de 2000, a Associação Brasileira de Canoa Havaiana é a pioneira na introdução desse esporte no Brasil. Com centenas de bases espalhadas pelo país, promovemos a prática da canoa havaiana em locais como Santos/SP, Guarujá/SP, São Vicente/SP, Bertioga/SP, Boracéia/SP, Ilhabela/SP, São Paulo/Capital, Belém/PA, Manaus/AM, Florianópolis/SC e Brasília/DF.

Ao longo de nossa trajetória, desenvolvemos e apoiamos diversos projetos importantes que têm contribuído para o crescimento e popularização da canoa havaiana em território nacional. Nossa missão é fomentar o esporte, promovendo a saúde, o bem-estar e a integração social através da canoa havaiana.

Sobre o Projeto Ka.Ora 

O Projeto Ka.Ora é uma iniciativa gratuita da Associação Brasileira de Canoas Havaianas (ABRACHA), sediada em Santos (SP), voltada à reabilitação de mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Há dez anos, utiliza a canoa havaiana como ferramenta terapêutica para promover a recuperação física, emocional, cognitiva e social das participantes durante o tratamento ou na fase de remissão da doença. Atualmente, atende mais de 110 mulheres da Baixada Santista com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogas, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos, além de oferecer atividades como ginástica, remo indoor, remo outdoor, yoga, dança e música, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das participantes.