
Meninas também precisam ocupar o tatame: esporte ajuda a combater sedentarismo e baixa autoestima
Com índices de inatividade física mais elevados entre as meninas, projeto social utiliza o judô para estimular a autoestima, a confiança e o protagonismo feminino
A adolescência é um período marcado por transformações físicas, emocionais e sociais. Para muitas meninas, essa fase também representa o afastamento da prática de esporte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes no mundo não praticam atividade física suficiente, sendo que os índices de inatividade são ainda mais elevados entre o público feminino.
Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão a baixa autoestima, a pressão estética, o excesso de tempo diante das telas, a falta de incentivo e a sensação de não pertencimento em ambientes esportivos. O resultado é uma redução na participação das meninas em atividades físicas justamente em uma etapa importante para o desenvolvimento da saúde física e emocional.
Projetos sociais voltados exclusivamente para o público feminino têm buscado mudar essa realidade. É o caso do projeto Mulheres que Lutam, que utiliza o judô como ferramenta de inclusão, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento pessoal de meninas e adolescentes.
Para a professora Rosanne Aguiar, muitos dos obstáculos que afastam as adolescentes do esporte estão ligados às inseguranças típicas da idade. “Acredito que os principais motivos sejam a vergonha do próprio corpo, as mudanças da adolescência, a falta de incentivo e o medo de julgamentos. Muitas acabam deixando o esporte de lado por insegurança ou por não se sentirem acolhidas”, explica.
Dentro do projeto, as transformações são perceptíveis. Segundo a educadora, meninas que chegaram tímidas e retraídas demonstram mudanças significativas ao longo da prática esportiva. “Percebemos uma evolução muito positiva. Meninas que chegaram mais inseguras hoje participam mais, se expressam melhor e demonstram mais confiança. O judô ajuda a desenvolver autoestima, disciplina, respeito e coragem”, destaca.
Além do aprendizado técnico, o projeto oferece um ambiente pensado para acolher e fortalecer suas participantes, com um lugar seguro, acolhedor e sem julgamentos, onde as alunas possam ser elas mesmas. O projeto mostra que todas são capazes, independentemente do corpo, da força ou das dificuldades. O importante é que se sintam valorizadas e respeitadas.
A prática do judô também contribui para a formação de habilidades que ultrapassam os limites do tatame. A modalidade trabalha conceitos como disciplina, respeito, cooperação, persistência e autocontrole, competências que impactam diretamente a vida escolar, familiar e social das jovens.
“O judô ensina muito além dos golpes e das quedas. Elas aprendem a lidar com derrotas, superar dificuldades, respeitar limites e acreditar no próprio potencial. São aprendizados que levam para a escola, para a família e para a vida”, conclui a professora.
Em um cenário em que a participação feminina no esporte ainda enfrenta desafios, iniciativas como o Mulheres que Lutam mostram que incentivar meninas a permanecerem ativas significa investir não apenas em saúde, mas também em autonomia, igualdade de oportunidades e protagonismo para as futuras gerações.
Sobre o Projeto Mulheres que Lutam
O Projeto Mulheres que Lutam é uma iniciativa do Instituto Projeção, viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com patrocínio da Brasil Terminal Portuário e da Ecorodovias.
Voltado a meninas de 6 a 18 anos em Santos (SP), o projeto atua no contraturno escolar e utiliza o judô como ferramenta de inclusão, formação cidadã e fortalecimento de valores que acompanham as alunas dentro e fora da escola.
Boiler Brasil Terminal Portuário
Nós, da BTP, somos guiados pelo propósito de contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura portuária nacional. Surgimos de um sonho, transformamos o maior passivo ambiental em área portuária do Brasil em um dos maiores terminais de contêineres da América Latina e somos referência em operação portuária no Porto de Santos. Cada contêiner movimentado em nosso terminal conecta pessoas, impulsiona o presente de forma sustentável e promove soluções de excelência que transformam o futuro. Apoiamos este projeto para deixar um legado social positivo para a Baixada Santista e esperamos que, com esta iniciativa, a relação entre o porto e a cidade seja cada vez mais fortalecida. Mais informações no site Brasil Terminal Portuário – Acreditar e Inovar e nas redes sociais oficiais: @brasilterminalportuario
Ecoporto
O Ecoporto se notabiliza como um terminal especializado em cargas multipropósito, oferecendo uma operação flexível, ágil e eficiente, com estrutura para receber os mais diferentes tipos de cargas.
O apoio do Ecoporto ao Projeto Mulheres que Lutam reforça o compromisso da empresa com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável da Baixada Santista. Para o Ecoporto, incentivar essa iniciativa é valorizar o protagonismo feminino desde a infância e contribuir para a formação de jovens mais confiantes, preparadas para superar desafios e construir suas próprias trajetórias.
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